40 DIAS PARA CHEGAR A BOM PORTO

Caminhada Pascoa 2019

 

Foi já no início deste mês de fevereiro que no site da nossa Diocese surgiu a caminhada quaresmal para este ano: 40 dias para chegar a bom porto: Cristo, Porto da misericórdia e da Paz!

Aqui fica a apresentação desta caminhada:

A pouco mais de um mês do início da Quaresma, apresentamos, em linhas gerais, a proposta diocesana do nosso caminho para a Páscoa 2019.

Em coerência com o Plano Diocesano de Pastoral 2018/2019, também agora o profeta Jonas nos servirá de inspiração, como figura paradigmática da nossa necessária conversão espiritual, pastoral e missionária. Jonas é um convite a descobrir, na travessia da itinerância, o movimento do coração que, paradoxalmente, precisa de sair para poder permanecer, precisa de mudar para se poder manter fiel.

 O itinerário quaresmal, com os seus quarenta dias, encontra na figura, na mensagem, no percurso e na própria conversão de Jonas, um evidente e especial significado de urgência de salvação, de necessidade imperiosa de arrepiar caminho, pessoal e pastoral, no sentido missionário de fazer chegar a todos a alegria do Evangelho, com a oferta e na esperança da misericórdia divina.

Neste espírito, percorremos o caminho da Quaresma à Páscoa como uma viagem de quarenta dias (Jn 3,4), que nos leva, de cais em cais, num caminho de saída e com saída, ao encontro reconciliador e renovador com “Cristo, porto da misericórdia e da paz” (Prefácio da Quaresma VI).

Nesta caminhada para a Páscoa, pensamos em Jonas como ícone profético e pascal, a que o próprio Jesus Se referiu para falar da Sua morte e ressurreição. De facto, o mistério pascal de Cristo, morto e ressuscitado, encontra na experiência de Jonas, engolido e expelido pelo grande peixe (Jn 2,1-11), uma das suas mais belas figuras. “Assim como Jonas esteve no ventre do monstro marinho três dias e três noites, assim o Filho do homem estará no ventre da terra três dias e três noites” (Mt 12,40; cf. Lc 11,29-32).

Como refere o Papa Francisco na sua Exortação Apostólica Gaudete et exsultate, sobre o chamamento à santidade no mundo atual, “Deus quer-nos levar a uma itinerância constante e renovadora” (GE 134). E esse é o nosso propósito. Prepararmo-nos para a Páscoa caminhando! E todo o caminho implica uma partida, uma saída.

Assim, a figura de Jonas, com o seu apelo à conversão e a sua resistência à missão, inspira-nos uma caminhada de saída da nossa zona de conforto, o que implica um caminho de conversão pessoal à misericórdia de Deus e conduz necessariamente cada um dos batizados a contribuir para a necessária transformação missionária de toda a Igreja (cf. EG 19-49).

Saiba mais aqui.

Bispo do Porto oferece jipe para as missões na Guiné-Bissau

bispodoporto1 1080x675O bispo do Porto ofereceu um jipe para as missões na Guiné-Bissau que vai ser levado por padres e leigos da diocese para o país lusófono, este domingo, após a cerimónia de partida às 15h30, junto à Sé.

“Neste contexto do Ano Missionário é uma expressão das mais eloquentes de que as Igrejas são universais, não vivem fechadas no seu mundo. A Diocese do Porto abre-se ao mundo, à lusofonia, num gesto profético”, disse o padre Almiro Mendes.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o pároco de Canidelo (Vila Nova de Gaia) destaca o “gesto absolutamente admirável” do bispo do Porto ao oferecer um jipe às missões na Guiné-Bissau, onde vai “salvar vidas”, uma vez que a maior parte das vezes funciona como ambulância.

Ao padre Almiro Mendes coube a responsabilidade de “levar o jipe para que chegue direito e comece a salvar vidas”, numa viagem de nove dias que passa por Espanha, Estreito de Gibraltar, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Senegal.

O sacerdote vai completar este gesto de solidariedade pela sexta vez e consigo vão outros três padres – párocos de Oliveira do Douro, Trofa e Macieira da Lixa – que já viveram esta experiência pelo menos uma vez, com medicamentos, roupas e computadores.

Aos presbíteros da Diocese do Porto, acrescentou o entrevistado, associaram-se quatro leigos, que “vão pela primeira vez”, para “levar uma pickup para uma ONG que opera no interior da Guiné, num local recôndito”.

“É a diocese e a sociedade civil a passarem do ‘eu solitário’ ao ‘nós solidário’, a abrir-se à lusofonia e a revelar-se com estes gestos. Realmente, ser missionário pode ser a mais bonita expressão nestes gestos concretos”, desenvolve o padre Almiro Mendes.

Neste contexto, o sacerdote acrescenta que uma ambulância oferecida pelos Bombeiros de Vila Meã deve ser enviada de barco, porque “não pode atravessar o deserto”, e “vai ficar em Bissau, no único hospital pediátrico”.

Os quatro sacerdotes e os quatro leigos da Diocese do Porto que vão levar os dois veículos todo o terreno começam a viagem já este domingo, depois de uma “cerimónia de partida” com a presença do bispo do Porto, às 15h30, na Sé.

D. Manuel Linda também se vai juntar ao grupo, viajando de avião, a 12 de fevereiro, “para que se inteire das necessidades daquele país”, e viaja para a Guiné-Bissau, dedicando os dois dias seguintes a visitar as Dioceses de Bissau e Bafatá, o hospital de Bor e algumas missões, encontrando-se com os bispos locais e missionários.

Sublinhando o “gesto extraordinário” do seu bispo, o padre Almiro Mendes adianta que para além do jipe, D. Manuel Linda também já transferiu uma “considerável quantia de dinheiro para ajudar as missões mais pobres”, dando continuidade à colaboração com a diocese lusófona iniciada em 2005.

O pároco de Canidelo, em Vila Nova de Gaia, recorda que esteve durante um ano inteiro em missão na Guiné-Bissau, num “ato de generosidade” da Diocese do Porto, com “o quinto país mais pobre do mundo”.

“Na Guiné, onde a gente se magoa não é nos nossos sofrimentos, mas nas dores alheias. Cá temos o rendimento mínimo, lá podia haver o sofrimento mínimo, mas não há. Para a maior parte das pessoas o sofrimento é máximo e foi o que mais me marcou”, desenvolveu, sobre o que “mais chocou e impressionou”.

Pela positiva, o padre Almiro Mendes revelou que, “apesar do sofrimento”, encanta-o que esse mesmo povo guineense “oferece sempre muitos sorrisos”.

 

In Agência Ecclesia, 31 de Janeiro de 2019

"Morrer com dignidade"

Cartaz MorrerComDignidade 2019No próximo dia 6 de Fevereiro, a Associação Católica do Porto (Rua Passos Manuel, 54) promove um encontro de reflexão subordinado ao título: «Morrer com dignidade».

A propósito deste tema, Marie de Hennezel, no seu livro La mort intime, escreve: «Esconde-se a morte como se fosse vergonhosa e imunda (…) Ela não deixa por isso de ser um mistério imenso, um grande ponto de interrogação que trazemos no mais íntimo de nós-mesmos.

Sei que um dia morrerei, embora não saiba como nem quando. Há um lugar, bem no fundo de mim, em que eu sei isso. Sei que um dia terei de deixar os meus, a menos que não sejam eles a deixar-me primeiro. Este saber mais profundo, mais íntimo, é paradoxalmente aquilo que tenho em comum com todos os outros humanos. É por isso que a morte do outro me afecta. Ela permite-me entrar na essência da única e verdadeira questão: Que sentido tem a minha vida?

Aqueles que têm o privilégio de acompanhar alguém nos seus últimos instantes de vida sabem que entram num espaço de tempo muito íntimo. Antes de morrer, a pessoa tentará confiar àqueles que a acompanham o essencial dela-mesma. Com um gesto, uma palavra, por vezes apenas um olhar, ela procurará dizer o que verdadeiramente conta e que ela nem sempre pôde ou soube dizer.

A morte, aquela que nós um dia viveremos, aquela que atinge os nossos familiares ou os nossos amigos, é talvez o que nos leva a não nos contentarmos com viver à superfície das coisas e dos seres, o que nos leva a entrar na sua intimidade e profundidade.»

A Associação Católica do Porto convidou a Dr.ª Edna Gonçalves, Directora do Serviço de Cuidados Paliativos do Centro Hospitalar Universitário de São João, para uma intervenção em que partilhando a sua experiência, nos ajudará a reflectir sobre este tema.

 

 

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2019

Semana Oracao Cristaos 2019

 

Decorre de 18 a 25 de janeiro a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, sob o tema Procurarás a justiça e nada mais que a justiça. O Porto acolhe este ano a celebração nacional, que terá lugar no dia 25 de janeiro na Igreja Ortodoxa Russa (Rua Alexandre Herculano, 123, Porto).

“Procurarás a Justiça e nada mais do que a justiça” (Deuteronómio 16, 18-20)

A semana de oração pela unidade dos cristãos, realizada em todo o mundo, há mais de 100 anos, entre os dias 18 e 25 de janeiro, foi este ano preparada pelos cristãos da Indonésia, país que tem a maior população muçulmana e onde cristãos de diversas confissões constituem uma minoria, representando 10% da população.

Para mais informações, visitar o site: www.ecumenismoporto.org

Guião preparado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas.

 

Rede de Acolhimento Familiar

001

A Rede de Acolhimento Familiar inicia a concretização da orientação do texto “Anunciar o Evangelho da Família é a nossa missão”, que refere:

“Para os casais que passam por dificuldades e momentos de crise, revela-se urgente um ministério da reconciliação. Para além disso, muitos podem sofrer «injustamente a separação, o divórcio ou o abandono, ou então foram obrigados, pelos maus-tratos do cônjuge, a romper a convivência. Não é fácil o perdão pela injustiça sofrida, mas constitui um caminho que a graça torna possível» (AL 241). Para responder a estas situações serão instituídas na diocese do Porto equipas, constituídas por casais, médicos, psicólogos, juristas, mediadores de conflitos e sacerdotes, para promover uma pastoral da reconciliação e da mediação. Pretende-se que estas equipas estejam espalhadas por toda a diocese, havendo pelo menos uma em cada região pastoral. A sua missão será de acolher os casais em crise, ou apenas o cônjuge que o solicitar, e de procurar caminhos para a solução ou a atenuação dos problemas apresentados, através do diálogo com casais experientes e de sólida formação, sacerdotes e, sempre que necessário, com os profissionais mais habilitados para os problemas identificados. A apoiar e para facilitar o acesso a estas equipas, serão disponibilizados contactos telefónicos para uma primeira interação com pessoas habilitadas a uma análise preliminar da situação e seu encaminhamento para a ajuda que se revelar mais necessária.

Será também missão destas equipas garantir, de todos os modos possíveis, um acesso mais fácil dos fiéis à justiça. Por isso, estas mesmas equipas proporcionarão um acolhimento às pessoas separadas tendo em vista a investigação preliminar do processo matrimonial (AL 244), para o que receberão formação adequada.”

É importante clarificar que não é missão da Rede o atendimento de situações de carência económica ou de procura de emprego.

A Rede que agora se apresenta é ainda insuficiente, quer nas valências que integra quer na cobertura geográfica da diocese. A indicação pelos sacerdotes e equipas de pastoral familiar de novos elementos que a possam integrar é fundamental para podermos caminhar para o objetivo duma presença em todas as Vigararias, como nos pede o nosso Bispo.

No verso deste texto segue a lista dos integrantes atuais da Rede, numa atitude de voluntariado. Esta listagem não pode ser publicamente difundida e destina-se exclusivamente ao uso dos párocos que pretendam encaminhar para a Rede alguma situação que lhes seja apresentada.

Quando algum sacerdote pretenda este serviço, pode contactar o membro da Rede que lhe pareça mais conveniente, comunicar-lhe a situação e facultar-lhe o contacto da pessoa ou pessoas a assistir. Cabe ao membro da Rede estabelecer o contacto com essa pessoa e agendar um ou mais encontros, nunca o contrário.

Alternativamente, qualquer pessoa pode contactar a Rede através dum dos telefones de contacto indicados no cartaz que anuncia a Rede (966 719 477 ou 964 376 076). Esses telefones são de duas religiosas que, após receberem o contacto e compreenderem a situação, a encaminharão para um membro da Rede que procederá como já indicado atrás.

O SDPF está à disposição para esclarecer dúvidas que possam surgir e agradece desde já a colaboração de todos para o reforço e disseminação desta Rede.

 

Leia também a mensagem do nosso Bispo:

Quando se fala em “rede”, vem-nos à mente o instrumento com que se capturam os peixes. Para nós, humanos, isso é sinal de vida, pois também nos alimentamos deles. Mas para os peixes não o será tanto…

Não é neste segundo sentido que usamos a palavra “rede”. Aqui, apenas queremos exprimir que, para o trabalho com esta realidade bela e complexa que é a família, são úteis e necessários muitos contributos, articulados entre si e superiormente coordenados. Por isso é que falamos, por exemplo do “trabalho em rede”.

A experiência ensina-nos que muitas crises pelas quais, em algum momento, passam praticamente todas as famílias não dariam em rutura se alguém se tivesse aproximado e trouxesse os esposos à realidade. E mesmo depois de consumados esses momentos negros, as partes continuam a necessitar de um apoio, de um conforto, de uma luz que as ajude a reencontrar-se na nova situação.

Por isso, o Papa Francisco pede insistentemente que a Igreja não se preocupe somente com a preparação dos noivos para o matrimónio, mas que acompanhe continuamente, muito de perto, as famílias já constituídas. A esta atitude chamamos “o desafio da consolidação”. E por vezes, numa fase posterior, “o desafio da compaixão e da integração”.

Graças a uma conjugação de esforços entre o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, outros organismos voltados para a família e as Vigararias, é possível institucionalizar e oferecer a tal rede de técnicos e especialistas que em muito poderão ajudar a fazer luz em situações muito difíceis. Eu próprio confio muito nesse serviço e estou esperançado que corresponda ao que o Espírito de Deus nos sugere para este tempo.

Para já, poderemos oferecer este serviço no centro da Diocese e, com algumas limitações, em cada uma das três zonas pastorais. Gradualmente, pensamos institucionalizá-lo nas Vigararias.

Peço, pois, muita disponibilidade e colaboração àqueles que vierem a ser convidados para integrar esta rede. E muito empenho por parte de todos os agentes pastorais, mormente dos Párocos: sem esse empenho, pode existir o serviço e as pessoas necessitadas não se abeirarem dele.

Agradeço a quantos se devotam à causa da família: tenham a certeza de que realizam um dos mais válidos trabalhos pastorais. E que Deus os abençoe, bem como a todas e cada uma das famílias da nossa Diocese.

Porto, 30 de dezembro de 2018, Festa da Sagrada Família

+ Manuel, Bispo do Porto

45879

Contactos Paróquia

 
Igreja
Trv. Elaine Sanceau, 80
4465-620 LEÇA DO BALIO 
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  +229 578 663
 
NEP (Secretaria Catequese)
  Rua Pe. Manuel Bernardes, 71-85 
4465-683 LEÇA DO BALIO 
  +229 545 315

Contactos CSPPL

 
Primeira Infância
Trv. Elaine Sanceau, 103
4465-620 LEÇA DO BALIO 
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  +229 578 664
 
Terceira Idade
  Trav. Pe. Manuel Bernardes, 20 
4465-683 LEÇA DO BALIO 
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  +229 578 660