Diz a sabedoria popular que “o caminho faz-se caminhando”, e também que “Roma e Pavia não se fizeram num dia“. O lema deste ano jubilar “Peregrinos de Esperança” continua-nos a inspirar neste caminho que pretendemos continuar a fazer neste Ano Pastoral.
Ao longo dos últimos anos temos caminhando com passos firmes e concretos numa pastoral que pretende continuar a chegar às periferias, sem nunca esquecer aqueles que continuam a ser o núcleo da comunidade. Todos somos ComUnidade!
Os objetivos pastorais continuam a privilegiar a dinamização da eucaristia e dos momentos de oração, da formação dos agentes pastorais e da continuação da evangelização, também através dos meios digitais da paróquia. Temos de continuar a ser uma Igreja em saída e uma Igreja para TODOS, onde todos se sintam acolhidos pelo Amor de Deus.
Continuaremos a celebrar e festejar momentos especiais como sejam os Batizados e a Família, mas também os Sacramentos, e em particular a Eucaristia de cada Domingo. Uma Fé sem celebração, sem alegria, é uma fé amorfa e que não se reflete em ninguém.
A planificação de atividade e calendarização das mesmas não pode fechar em si mesma a pastoral da paróquia, muito pode e deve acontecer além das atividades planificadas, por isso o calendário que de seguida se apresenta será dinâmico e poderá ir sendo alterado ao longo do ano pastoral com novas realizações que surjam, quer a nível paroquial, quer a nível vicarial, quer a nível diocesano.
Queremos trilhar o nosso caminho continuando a abrir caminhos de esperança. TODOS podemos trilhar este caminho, e JUNTOS, por certo, o faremos melhor, e levaremos o AMOR de Deus a mais pessoas. Assim Deus queira e nós homens o façamos!
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Peregrinar não é apenas um ato de caminhar, ou uma simples viagem, ou determinar um trajeto mais ou menos curto, peregrinar é pegar no essencial da vida e caminhar motivado “por” ou “para algo”.
Esperança vem do latim spes, que significa confiança em algo positivo. É um conceito, uma crença emocional, que se manifesta em maneiras de ser, estar e agir no mundo. A esperança está ligada à fé, porque a pessoa com esperança acredita em uma coisa que ainda não vê, que está no futuro: Deus é a esperança de todo cristão, porque Ele sempre cumpre o que promete.
Peregrinar na esperança é assim pormo-nos a caminho, no caminho de Deus! Neste ano um caminhar singular marcado pela singularidade do Ano Jubilar de 2025, somos convidados a caminhar ainda mais para Deus e a levar Deus aos outros.
“Como Povo de Deus, Povo peregrino desta tão bela porção da Igreja Universal, queremos fazer da celebração festiva do Ano Jubilar o nosso primeiro objetivo pastoral, com vista a reanimar a esperança e a confiança, no coração das pessoas e do mundo e também na obra da Evangelização, onde tantas vezes o pessimismo estéril e a nostalgia do passado, bem como o medo paralisante do futuro, ou mesmo a tentação de amarrar o presente às nossas expectativas idealistas, não nos deixam perceber a graça deste tempo, as suas oportunidades e desafios.” (Plano Diocesano de Pastoral 2024-2025 da Diocese do Porto)
Depois de nos últimos anos termos andado a “fazer caminho”, este ano o mote é peregrinar. Não apenas caminhar na direção de uma ou outra igreja ou santuário (também teremos tempo para isso), mas peregrinar interiormente no caminho e na esperança de Deus, aproveitando e desfrutando do ano jubilar que vamos celebrar.
“Que o Jubileu seja, para todos, ocasião de reanimar a esperança! A Palavra de Deus ajuda-nos a encontrar as razões para isso. Deixemo-nos guiar pelo que o apóstolo Paulo escreve precisamente aos cristãos de Roma: «Uma vez que fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo. Por Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus (…). Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,1-2.5)” (Bula de proclamação do Jubileu ordinário do ano 2025).
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I. Entrada
Ainda se vivem os dias da Jornada Mundial da Juventude e da alegria de largas centenas de milhares de jovens que se juntaram em Lisboa para juntos celebrarem a sua Fé. Os vários quilómetros percorridos a pé, as poucas horas de sono, o cansaço… tudo foi superado pela participação na Jornada. O convívio com jovens de todo o mundo, a partilha de experiências, a participação nos diversos momentos de oração e não só, as palavras do Papa Francisco, e o verdadeiro encontro com Jesus, fizeram superar todas as peripécias e cansaços.
“A Igreja em geral e nós, Diocese do Porto, em particular, não podemos desperdiçar esse entusiasmo. A partir dele, construiremos uma “Igreja em saída”, um ousado dinamismo missionário, uma nova etapa evangelizadora marcada pela alegria, como refere este Plano e o Papa tanto recomenda (cf. EG 1). Neste sentido, o tempo pós-Jornada será crucial. Assim saibamos nós canalizar o dinamismo gerado.” (Plano de Pastoral da Diocese do Porto 2023-2024).
Falar em jovens é sinónimo de falar em alegria, em fermento, em novidade, em dinamismo, pois é isso que muitos jovens são (ou pelo menos é aquilo que se espera que sejam). Num tempo em que se diz por aí que a Igreja está “velha”, em decadência, e da qual os jovens se afastam cada vez mais, juntar numa jornada católica cerca de milhão e meio de jovens para conviver, estar com o Papa e rezar é obra!
“Ser Igreja significa ser povo de Deus, de acordo com o grande projeto de amor do Pai. Isto implica ser o fermento de Deus no meio da humanidade; quer dizer anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo, que muitas vezes se sente perdido, necessitado de ter respostas que encorajem, dêem esperança e novo vigor para o caminho. A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho.”(Evangelli Gaudium, 114).
Estas palavras escritas pelo Papa Francisco em 2013 bem que poderiam resumir os discursos e homilias feitas pelo Papa Francisco nos diversos eventos da JMJ, onde as palavras inclusão e amor ao próximo foram muitas vezes proferidas. Uma Igreja de Todos e para Todos, onde Todos se sintam amados e onde Todos amem cada um daqueles que se aproximam. Esta, poderíamos dizer que seria uma Igreja utópica, mas que se Todos quisermos poderá ser uma Igreja bem real.
A alegria vivida e transmitida pelos jovens na Jornada Mundial da Juventude poderá e deverá ser o nosso “combustível” para mais um ano pastoral, assim todos o queiramos.
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“A nível pastoral, a nossa Diocese do Porto está a viver um triénio sob a designação genérica: “Juntos por um caminho novo”. Cada uma destas palavras constitui, por si, um verdadeiro programa: “juntos” exige escuta e partilha capazes de gerar a unidade e fazer de nós uma Diocese coesa na dinâmica evangelizadora” (pórtico do Plano de Pastoral da Diocese do Porto 2022-2023).
Tendo como base este mesmo caminhar juntos por um caminho novo, pretendemos também na nossa paróquia fazer este mesmo caminho, juntando e agregando todos, sejam eles elementos ativos nos vários grupos e movimentos paroquiais, paroquianos que apenas participam nas eucaristias dominicais, aqueles que procuram a paróquia por causa de um sacramento ou documento, ou aqueles que, como diz o Papa Francisco, vivem nas periferias e, por algum motivo, estão afastados da Paróquia. Todos somos convidados a caminhar juntos!
O ano pastoral 2022-2023 será um ano pastoral diferente, culminante e desafiante em vários níveis. Será diferente pois é o ano em que teremos dois grandes acontecimentos na Igreja: as Jornadas Mundiais da Juventude e o Sínodo dos Bispos 2021-2023 (embora este só tenha lugar em Outubro de 2023, já no próximo ano pastoral). Será culminante, pois as Jornadas Mundiais da Juventude, que estão a acontecer na sua primeira fase há já muito tempo com diversas atividades para os jovens já a serem trabalhadas e outras preparadas, culminarão com as mesmas a terem lugar em Agosto de 2023 com a participação do Papa Francisco. O Sínodo dos Bispos, depois de escutadas as opiniões de milhões de católicos e não católicos de todo o mundo, finalmente se reunirão Bispos e representantes de todo o mundo para serem tiradas as necessárias conclusões desta escuta do Povo de Deus. Desafiante será o caminho que depois destes dois grandes eventos seguirá a Igreja.
A importância dos jovens no novo caminhar da Igreja é importante e essencial, pois serão eles os adultos do amanhã. Serão eles que irão liderar este mesmo caminho no futuro, por isso mesmo é necessário que sejam acolhidos, integrados e também formados no conhecimento de Deus, e não apenas formatados no ensino dos mandamentos e das orações.
Assim como os jovens são importantes no caminhar da Igreja, os adultos e os idosos também o são, e têm um papel fundamental e fulcral neste mesmo caminho, pois com a sua experiência e sabedoria deverão ser o guia destes jovens. Deste modo, ninguém se deverá considerar de fora deste projeto paroquial, mas antes verdadeiramente parte dele, pois todos, mesmo todos, são importantes nesta caminhada.
A todos nós nos é pedido que sejamos “parceiros fiáveis em percursos de diálogo social, cura, reconciliação, inclusão e participação, reconstrução da democracia, promoção da fraternidade e amizade social.” (Documento preparatório do Sínodo, introdução, n.º 2)
Na Assembleia Paroquial Sinodal realizada em Março deste ano, diversos foram os temas apresentados e que a todos nos deverão fazer meditar e pensar: seja a necessidade de mais formação dos leigos, seja uma maior interajuda entre os elementos dos vários grupos, seja a necessidade de maior dinamização das eucaristias, dos sacramentos e outros momentos de oração, etc. Todos, por certo, sentiremos a necessidade de, através das ações presentes, caminhar para um futuro que seja de uma verdadeira comunidade junta e próspera. É isso mesmo que estaremos dispostos com as diversas propostas deste Plano Pastoral. Compete a cada um de nós fazer a sua parte, e juntos o conseguiremos.
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